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riscos_e_rabiscos

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Just An Ordinary Day

 

 

O meu dia foi o mais normalzinho possível, por isso, não tenho nada de especial para falar. Não tenho tema. Quer dizer, até tenho. E muitos. Mas não me apetece aprofundar coisas profundas, desculpem a redundância.

 

Por isso não vos vou contar que:

 

1 – Fui escoltada por um pombo até ao café, logo de manhã… Estou a pensar fazer um almoçarada de pombos frangos para o pessoal para ver se desaparecem uns quantos…

 

2 – Decidi não me chatear mais com a minha turma de 4º ano. Se a tóina da prof. titular não age, nem reage, se ela acha que os seus meninos são o “máximo”, quando são delinquentes de primeira, se os castigos e o que o director diz cai em saco roto, e os papás não estão muito preocupados com o assunto… Porque me hei-de chatear eu?!?

Não aprendem? Azar! Para o ano há mais… Agora vai ser só trabalhos de grupo e coisas do género. Menos trabalho e menos chatice para mim… Tá-se bem! Ou em amaricano… Coooooooool!

 

3 – Deveria ser proibido transportar peixe nas camionetas. A camioneta que me trouxe para casa, estava impregnada de cheirete a peixe. Alguém foi à pesca para Algés ou Belém e entornou água onde tinha o peixe. Estivemos todos para entrar em processo de vomituração mas depois pusemos uma mola no nariz e conseguimos chegar sãos e salvos.

 

4 – Detesto gajos engatatões. Estava eu muito descansadinha na paragem da camioneta, esperando tranquilamente por ela, quando um gajo num bruta Mercedes, passa por mim, abranda, debruça-se e ri-se para mim. Eu, gaja sugadita e nada apreciadora destas coisas, fiquei cor ar de parva, parei de limpar os óculos escuro e olhei para trás… Verifiquei que só podia ser para mim… Não havia ali mais ninguém… Será que tinha a maquilhagem borratada e o gajo estava a gozar comigo? Tinha o risco nos olhos torto? Despenteada não estava, pois tenho o cabelo apanhado… Hummm!

 

5 – O meu fim-de-semana alargado começou hoje! Amanhã não tenho aulas. O horário é mesmo assim… vá… roam-se de inveja… Mas não muito. Convém guardar um bocadinho para outros dias!

 

 

Dorme e Cala-te!

 

Embora não seja tema constante, já todo vocês sabem que tenho um irmão. O meu único irmão. E mais novo. E é puto. E protegidinho da mamã.

 

É puto e com isto digo tudo. É a coisinha mais despassarada que existe ao cimo da terra. Consegue superar-me. Mas ao mesmo é tempo hilariante.

 

Sempre falou muito durante a noite, durante o sono, enquanto sonha. Fala, resmunga, zanga-se. Tudo a dormir. Hoje foi noite de “festival”. Sim, é que ele não é moderado a sonhar… fala bem alto, todos ouvem!

 

Esta noite estava a sonhar com carros, conduções, estacionamentos e batidas. Só o oiço aos berros a avisar alguém que ia bater contra a parede. Depois foi a vez da “compra do carro”. Fartou-se de dar conselhos, na sua área de especialização, em relação ao carro em vista. Por fim, foi para night. Então, estava a convencer alguém a ir também e só dizia: “anda lá com a gente, pá! É para dares moral ao pessoal!”. Ahahahah!

 

Mas uma vez foi realmente de cair da cama a rir. Literalmente. Foi na noite em que ele contou uma anedota. Pensei que ele estava a falar comigo e respondi-lhe. Oiço-o dizer “O que é que um homem tem entre as pernas?”. Pausa de tempo para resposta e depois diz: “os joelhos”. Virou-se para o outro lado e continuou a dormir…

 

Tinha que sair-me uma especialidade saloia na rifa, não era?! Humpf!

 

P.S. – Fui perseguida por um pombo até ao interior do café! Veio atrás de mim, sobrevoou a minha cabeça o café e depois saiu. Digam-me lá, isto é normal, é? Não é…! É?

 

Lembrei-me de Mim

                                     

 

Reparei que existia. Acordei bem disposta como sempre. Mas não sei se pelo desaparecimento da chuva ou pelo aparecimento do sol, reparei em mim. Lembrei-me que eu existia.

 

Decidi então que iria enfeitar-me. Como há muito não o fazia ou então só em ocasiões especiais.

Vesti peças de roupa que eu gosto muito, das cores que eu prefiro e que me ficam bem. Lavei o cabelo e dei-lhe um jeito diferente do liso habitual (embora de liso não passe). 

 

Coloquei os meus cremes faciais e, decidi, que se a moldura da cara estava diferente, a cara também teria de o estar. Foi nessa altura que me lembrei daquilo que me dizem: que tenho uns olhos muito bonitos. Evidenciei-os um pouco mais. Passei rímel e coloquei um belo risco azul por cima, na pálpebra junto às pestanas. Adoro este lápis!

 

Mas achei que o quadro não estava completo. Faltava-lhe uma pincelada. Colori os lábios com o meu batom favorito: um gloss em tom natural mas de reflexos dourados. Os lábios ficaram lindos.

 

Rematei com o perfume. Hoje não foi o meu cheiro diário. Resolvi que se tinha caprichado nas outras coisas, aqui também o teria de fazer. Fui buscar o do frasquinho azul. Simplesmente delicioso. Sinto vontade de me cheirar a mim própria permanentemente.

 

E assim saí de casa: luminosa e perfumada.

 

Porque Me Apeteceu...

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
o antes, o agora e o depois

 

por que você me deixa tão solto?
por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos secretos
só abro pra você mais ninguém
por que você me esquece e some?
e se eu me interessar por alguém?
e se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?

Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?


 

 

Sem Palavras

 

Estou sem palavras, sem voz e sem pio. Acho que foi esta noite que alguém ma roubou… a voz, claro! Mas mesmo assim, calar-me contra o que está mal, jamais!

 

Começou subtilmente. Mas como a voz é o meu instrumento de trabalho, tive de recorrer a ela para conseguir finalizar mais um dia de trabalho. O pior eram as condições das salas, que estavam muito quentes, a agitação dos miúdos – que nos dias de mau tempo ficam muito irrequietos – e a minha turma da última hora. Aí é que gastei o último pio.

 

Findas as aulas, falei o menos possível e bebi coisas quentes. Recuperei um pouco. Mas não é que durante a noite, alguém me roubou a voz? Ou foi ela que fugiu de mim, não sei…

 

Resultado: de uma voz sexy passei a uma voz inexistente (praticamente!)… Logo hoje que eu tinha pensado dar o maior espectáculo de cantoria dos últimos tempos. A igualar a Madonna… (cof!cof!)

 

Mas é quando menos podemos falar, que temos de falar mais.

Situação: mãe no quarto dela nas arrumações. Eu no meu enfiada na cama.

 

- Alguém telefonou?

- Não… - expirei eu.

- Tás a ouvir?!

- Estar, estou… não tenho é voz para responder…

 

É o resultado dos speeds que ela toma de manhã aliados às pilhas duracel…

 

Vou fazer uma prece à santa da boa voz, para ver se pelo menos me devolve a minha voz “sekeci”… Ou pelo menos uns acordes desafinados…

 

Os Pássaros - Remake?!

 

Conhecem aquela obra-prima de Alfred Hitchcock intitulada “Os Pássaros”? Considero este filme, um grande filme de terror. Será que se lembram porquê? Isso mesmo! Tem a ver com a minha fobia a pássaros, nomeadamente pombos que são aqueles com os quais mais me cruzo. Eu detesto “adoro” pássaros!

 

Hoje, a caminho do meu descafé-despertador matinal, encontrei-me no meio de uma revoada de pombos… Parecia mesmo uma das cenas finais do tal filme, em que os pássaros voltam em força à casa. Argh! Que medo!

 

Pensei logo que estariam a fazer um remake do filme, versão tuga. Ainda procurei pela equipa de filmagem mas, não vi ninguém. Por isso, algo de errado se passa… Ou se calhar eu é que tenho alguma coisa que anda a atrair a pombalada toda. Passo a explicar: de há uns dias para cá, sempre que eu ando na rua, os pombos fazem-me voos rasantes e, alguns, até querem chocar comigo. Eu é que me desvio…

 

Após reflexão sobre o assunto, as ilações a que cheguei são as seguintes:

 

1ª Devo ter cara de milho ou de arroz ou de pão… não me parece… (olhem lá pa foto e digam o que acham);

 

2ª A pombalada anda toda míope e a precisar de óculos… hummm… complicada, esta;

 

3ª É um teste ao meu terror amor aos pássaro… possível, possível;

 

4ª Estou um verdadeiro “borracho” e eles querem arrastar-me a asa… argh!... Sem comentários;

 

5ª O sentido de orientação pombalar anda um bocadinho desactualizado…  arranjar GPS “grates” para pombos desorientados;

 

6ªDevem querer ir para o forno pombal para aquecer as patas e querem boleia até lá… Hummm!

 

Estes pombos estão cada vez mais atrevidos. Um dia destes, um deles veio atrás de mim para o café. Até lá dentro entrou. Vasculhou todo o café à procura de migalhas e eu nem me mexi do lugar, foi só para disfarçar a minha presença, não foi por mais nada…

 

E a primavera chegou mesmo, apesar de não darmos por ela. Até os pombos andam apaixonados. Um dia destes assisti a uma cena caricata. Tinha sido um dia de chuva abundante, pelo que as ruas estavam cheias de poças. Se enchem o bandulho de migalheiras, têm de beber água. Ora estava uma pombinha toda deliciada a beber umas gotinhas de água, de biquito na água e de rabinho para o ar, quando um pombo atrevido resolveu fazer-lhe a corte pelas traseiras… Todo ele inchou, fez malabarismos, arrulhou, rodopiou e debicou. A pombinha nem tchum! Ficou ali, sugadita, a beber água. E fez ela muito bem…

 

Concluo daqui, que já nem as pombas se safam. Não acham que isto é mesmo comportamento à gajo macho?!?!? Onde já vi isto?!?!?

 

Alquimias do Desejo

                                 

De uma esperança vã, o teu amor por mim nasceu,

Invadiste o meu coração com o calor da tua alma,

O meu corpo com o teu, numa fusão forjada de paixão

Temperaste a minha boca com os teus beijos salgados,

Deixaste em mim, vazio, frio, e o teu perfume quanto partiste.

Tenho saudades tuas, das palavras que me dizias,

Das frases inacabadas pela cumplicidade

Da tua gargalhada nos momentos mais felizes

 

O meu coração por ti grita, numa ânsia de reencontro,

Como se uma parte de mim se tivesse evadido…….

Lágrimas banharam os meus olhos, beijaram o meu rosto,

Percorreram toda a minha pele, ficaram com o meu cheiro, calor, desejo, vontade de te ter…

Uma a uma formaram, uma corrente apenas para te trazer até mim, meu amor perdido.

E assim jamais voltar a chorar, a tristeza de estares longe!

 

Poema das Mil e Uma Palavras

 

É com muito gosto que aceito este desafio passado pelo meu amigo c911eutopias. Para mim é um autêntico desafio pois não estou muito habituada a escrever poemas. Já sabem que tenho os pés demasiado assentes na terra... mas talvez seja falta de treino de escrita nesta área.

Espero que a minha pequena contribuição não defraude a beleza do peoma que está a ser construido.

Achei este desafio muito giro, uma vez que vai ser feito por múltiplas mãos com diferentes ideias... Vamos ver no que isto vai dar!

Este poema é uma ideia original de José Rios.

 

 (Para conhecerem as regras e objectivos do poema, espreitem aqui!)

 

Aqui vão somente umas palavras soltas

No meio de um sublime devaneio do momento

Uma paixão.... um amor levado ao vento

O prazer de escrever... exprimir o que alimentas.

 

E a sexy hot continuou... 

 

Porém, não pronuncies palavras em vão

Palavras que se perdem

No meio da nossa ilusão

Palavras duras que não cedem


A menina maaf continuou...

 

Palavras que nos unem e criam amizades,

 não estamos sós, somos uma multidão.

criamos um mundo próprio e tão nosso...

todos vocês têm lugar no meu coração...

 

A Miss Bradshaw, continuou....

 

E o coraçao ,esse,bate leve levemente

Por vezes forte outras demente

Que se perde pelo sofrimento da gente

Que nao cede nem ás palavras nem á paixao....

 

Et mon ami L'etranger à continué...

 

...que se respira entre o teu corpo e o meu

alimentáda pelo desejo que em mim sustenho

na ânsia de o libertar, num grito mudo e veloz

que só a ponta dos dedos o poderá ouvir

 

E a Donzela acrescentou...

 

Quem dera ser uma carta de amor

para que tentasses ler

nas entrelinhas do meu corpo só e somente

a verdadeira essência do meu ser

 

E a Complicadinha ofereceu...


Talvez assim ente

 o desespero desta 

que só a tua presença acalma

 pois sem ti o mundo pára, ameaçando ruir...

 

A Coisas do Coração disse


Nesta noite encarvoada

Grito ao vento quero ser tua!

E no despontar da madrugada

ofereço-te a minha alma nua  


A Jianna diz

 

O dia acorda, deixa-o acordar

A noite passa a ser recordação

Esquece as palavras, fala com o olhar

Ouve as batidas do meu novo coração

 

A Bichana continuou

 

Que estava destroçado até ter levantado a cabeça

Percorri-te com o olhar sedento de amor e vi

Em cada parte do teu corpo

O desejo, a paixão.

Senti-me entrar em erupção!


Um dos de mim, deixou...


Incandescente, como estas palavras,

Que tão somente querem unir Almas...

Seja em desejo ou ódio, dor ou paixão, é amor

O que fica no sorriso, deste poema com mil cores 

 

reticência, ...

São as cores que a tua alma e o teu sorriso emanam,

a dor e o cansaço que na minha acolhem,

são os teus sorrisos o calor do meu sol, as asas da cegonha,

que no calor da tarde ao ninho recolhe.

c911eutopias rabiscou...

 

És tu que preenches os meus sonhos daltónicos , com paletas de cor

É contigo que falo com o olhar, no mais profundo silencio

numa linguagem que só duas almas em perfeita comunhão entendem

É em ti que me quero perder, apenas para me encontrar .....

 

 

Pessoinha suspirou...

 

Pudera o tempo parar,

Para nos meus braços junto a mim te manter.

E assim jamais voltasse a chorar

A tristeza de te perder!

 

Este desafio será bem entregue nas mãos da minha amiga Crisálida, que irá dar continuidade a esta ideia brilhante do Poema das Mil e Uma Palavras!

 

 

High and Low

A net está como eu, eu estou como o tempo, e o tempo está volúvel. Somos uma trilogia… até diria mais, somos uma irmandade. A irmandade da inconstância.

 

A net anda aos saltos e lenta, eu ando contente e descontente simultaneamente e o tempo tão de pressa ri como chora. Acho que andamos todos a precisar de uns pózinhos milagrosos para ver se isto estaciona.

 

Tem sido um fim-de-semana meio monótono. Mais uma vez estive sozinha. Mais uma vez andei a preparar aulas e mais uma vez andei na palheta com vocês. Ah, e mais uma vez os atchins vieram dar um ar da sua graça!

 

Parece que estou numa montanha russa: tão depressa estou lá no alto a sentir o vento nos cabelos, a viver a alta velocidade,  como estou cá em baixo, em ritmo lento e a levar com banhos de água.

 

Sinto falta da frescura da primavera, das cores do arco-íris, da carícia suave do sol no meu rosto…